Se você, leitor, visitar qualquer cidade turística vai se deparar com várias pessoas tirando fotos em seus celulares – e eu me incluo nesse grupo. E, se você botar reparo, vai perceber que muitos só querem a melhor foto, a mais bonita para a rede social. Na contrapartida desse movimento, a linguagem simbólica de As Cidades Invisíveis convida o leitor/turista não apenas a ver o local, mas a viver a experiência completa que uma viagem pode oferecer - e essa é apenas uma das camadas do livro. À primeira vista, o livro de Ítalo Calvino pode parecer uma jornada física real. Porém, quem está do outro lado das páginas vai percebendo que a imersão estimulada é interior. Dizem que ninguém volta igual de uma viagem, principalmente, se for um mergulho em si mesmo. Brinquei com um amigo que ler As Cidades Invisíveis pareceu uma sessão de terapia analítica. A abordagem psicológica das pequenas histórias torna a leitura mais densa e monótona mas nem de longe menos enriquecedora. Na verdade, As C...
Puxa a cadeira e senta porque aqui a prosa é boa