É uma verdade universalmente reconhecida que Orgulho e Preconceito é um dos romances românticos ingleses mais famosos. Jane Austen, com uma narrativa elegante, faz o leitor suspirar do lado de cá das páginas. A bem da verdade, esse é outro caso de livro que ficou um longo tempo na estante – devo ter ele há uns 10 anos – e, assim como na saga do Senhor dos Anéis, eu vi o filme antes de ler o livro. O recurso narrativo que engaja o livro é conhecido na literatura: um exemplo clássico do enemies to lovers (de inimigos a amantes). Mas, apesar de ser um mote comum, a autora trabalha, em camadas mais profundas, aspectos históricos e sociais dentro da narrativa. E esse é um dos elementos que abrilhanta ainda mais a história. A protagonista Elizabeth Bennet e suas irmãs compartilham uma mesma questão com outras personagens de Austen: o casamento como forma de estabilidade social. A autora faz questão de frisar a crueldade e sexismo das leis de transmissão de herança na Inglaterra que dei...
Puxa a cadeira e senta porque aqui a prosa é boa