Ópera dos Mortos chamou minha atenção pelo nome que carrega, e depois que li a sinopse tive a certeza de que eu gostaria muito da leitura. E assim foi: arrebatador. Com uma escrita lindíssima que parece mais uma dança, o mineiro Autran Dourado presenteia o leitor com uma história triste contada de uma forma poética. Quem lê sente as agruras dos personagens, mas é como se ao mesmo tempo o lirismo da escrita fizesse um carinho. O autor deixa bastante evidente no início do livro o jeito mineiro de contar uma história – o conhecido “causo” contado de forma muito tranquila e, geralmente, detalhada. Pode ser de assombração, de uma briga ou de uma história de família que é caso de Ópera dos Mortos. E é incrível como uma atmosfera mineira é transmitida pelas páginas. É como se durante a leitura o leitor fosse transportado para alguma cidade histórica com seu centro de ruas estreitas de paralelepípedos, Largos e igrejas. A escrita imagética ajuda na composição do momento histórico em que a na...
Puxa a cadeira e senta porque aqui a prosa é boa